Galera Zumbi: 11/25/11

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Copa do Mundo Masculina - Jogos 27/11

Copa do Mundo Masculina - Classificação

  Após a 2ª rodada:

Copa do Mundo Masculina - Resultados 25/11

No sufoco, Brasil bate a China pela Copa do Mundo

((por Natália Fontoura da "Rio No Esporte"))
De forma sofrida e delicada. Foi desta maneira que a seleção brasileira de vôlei obteve a sua quarta vitória na Copa do Mundo. Nesta sexta-feira (dia 25), apesar da instável atuação, os brasileiros bateram a China por 3 sets a 2 (23/25, 25/10, 25/18, 19/25 e 15/8) na cidade de Kumamoto. Com o resultado, o Brasil chega 12 pontos e cai para a segunda posição da tabela. Já a China, apesar da ótima qualidade do oposto Ping Chen e do levantador Runming Li, segue sem vencer, mas soma seu primeiro ponto na competição.
Na sequência, o Brasil viajará de Kumamoto para Hamamatsu, onde jogará a terceira fase da competição. Na nova sede, os brasileiros enfrentarão Argentina (dia 27), Cuba (dia 28) e Sérvia (dia 29).
Na intenção de poupar os titulares, Bernardinho lançou os reservas, com a exceção de Murilo, para a partida. Bruninho, Murilo, João Paulo Bravo, Theo, Gustavo, Rodrigão e Serginho estiveram em quadra. Já a China começou com o levantador Li, os pontas Zhong e Zhang, o oposto Chen, os centrais Liang e Bian e o líbero Ren.
O Jogo
A partida começou de forma equilibrada. O Brasil apresentou-se de forma meio lenta, errando algumas conclusões de ataque. Já a China se postou de forma atenta em quadra e chegou a primeira parada técnica na frente, 8 a 7. Na volta a quadra, o Brasil continuou sonolento e, com um bloqueio em cima de João Paulo, os chineses abriram 12 a 9, fazendo com que Bernardinho parasse o jogo. Através do saque forçado, o Brasil conseguiu complicar um pouco o passe chinês e encostou. Entretanto, a China se manteve a frente no final da parcial. Chen, com um ataque pela saída de rede, deu números finais ao set: 25 a 23.
Com uma boa pressão no saque, os brasileiros conseguiram minar a recepção da China e abriram 4 a 0 no set seguinte. Visivelmente mais concentrado, o Brasil aproveitou os contra-ataques e chegou a primeira parada com 8 a 2. Na tentativa de compensar a desconcentração no passe, a China apostou no saque forçado, mas não não obteve sucesso. Com um ataque pelo meio fundo, Murilo fez o Brasil chegar a segunda parada com 16 a 9. Administrando a vantagem, o Brasil não teve dificuldades em fechar a parcial em 25 a 10.
Assim como as parciais anteriores, o terceiro set também se iniciou de forma equilibrada. Ambas as seleções converteram as suas viradas de bola. Em um erro de saque chinês, o Brasil fez 8 a 7. Na volta da parada, os chineses deixaram o set dar uma escapa e obrigaram o técnico Zhou Jianan pedir tempo com 11 a 8 para o Brasil. A paralisação não teve efeito e os comandados de Bernardinho abriram 16 a 12. Com o passe na mão, Bruninho utilizou bem seus jogadores. O volume de jogo da seleção também esteve bem, recuperando ou resvalando nos ataque chinês. Com a incumbência de apenas levar a vantagem, o Brasil finalizou o set e a virada, 25 a 18, em um ace de Marlon.
Os chineses voltaram a engrossar a partida nos primeiros movimentos do quarto set. Valendo-se das boas conclusões do oposto Ping Chen, os orientais não deixaram o Brasil escapar. As coberturas de ataque de ambas as seleções estiveram ligadas e a bola ficou um bom tempo em jogo. Arriscando no saque e no bloqueio, a China abriu uma pequena vantagem, 12 a 10. Entretanto, foi o suficiente para Bernardinho paralisar o jogo e dar uma chamada nos jogadores. A postura passiva do Brasil obrigou o técnico a lançar Marlon e Wallace. Apesar das alterações, a China só abriu, 17 a 12. Na parte final do set, o Brasil continuou a jogar mal e não reagiu. Em um erro de Murilo, os chineses fecharam em 25 a 19.
Com Wallace e Lucão em quadra, nos lugares de Theo e Gustavo, o Brasil começou o Tie-Break abrindo 4 a 1. O oposto reserva entrou bem e com um ace ampliou o placar para 6 a 2. Os chineses não tiveram o mesmo fôlego do set anterior e as viradas de bola já não eram mais tão eficazes. O saque do Brasil voltou a encaixar, dificultando o passe adversário. Finalmente, com um bloqueio de Lucão pelo meio de rede, o Brasil sacramentou o set em 15 a 8.