Galera Zumbi: Em virada épica, Brasil bate a Polônia na Copa

sábado, 3 de dezembro de 2011

Em virada épica, Brasil bate a Polônia na Copa

((Escrito por Natália Fontoura do Rio No Esporte))


Superação e muita garra. Essas palavras definem a vitória do Brasil neste sábado (dia 3). Em seu penúltimo jogo pela Copa do Mundo de Vôlei, os brasileiros bateram a poderosa Polônia por 3 sets a 2 (parciais de 18/25, 21/25, 25/18, 25/19 e 15/12), no Yoyogi Stadium em Tóquio (JAP). Após um início desconcentrado e ruim no passe, os brasileiros mostraram um enorme poder de recuperação e protagonizaram uma virada histórica.

Com a vitória, a seleção, que teve Bruninho como principal força motriz da reação espetacular, chega a 21 pontos e depende somente de si para ir a Londres (ING) em 2012. Uma vitória por 3 a 0 ou 3 a 1, neste domingo (dia 4), contra o Japão carimba o passaporte brasileiro. A Itália, a outra equipe no páreo, tem que vencer sua partida de logo mais se quiser ainda pensar em classificação. Apesar da derrota, a Polônia ainda tem chance de ficar com o título. Poloneses e russos se enfrentarão pelo caneco também neste domingo. Após ganhar os dois primeiros sets contra o Brasil, a Polônia assegurou sua presença em Londres.

A seleção polonesa, sob o comando do técnico italiano Andrea Anastasi, foi a quadra com o levantador Zygadlo, os pontas Kurek e Winiarski, os centrais Mozdzonek e Nowakowski, o oposto Bartman e o líbero Ignaczak. Já o Brasil começou a partida com os titulares Marlon, Giba, Murilo, Sidão, Lucão, Vissotto e Serginho.

A Partida

O início da partida começou de forma equilibrada. O saque de ambas as equipes não surtiram muito efeito. Zygadlo e Marlon tiveram a bola na mão para acelerar os ataques de ponta. Valendo-se de três pontos seguidos, a Polônia chegou a frente na primeira parada técnica, 8 a 6. O Brasil voltou a quadra desconcentrado na recepção de saque e os poloneses abriram 12 a 8. O serviço europeu continuou a fazer estrago na linha de passe do Brasil. Na segunda parada, os poloneses continuaram a frente, 16 a 11. Devido ao seu baixo desempenho, Murilo deu lugar a Dante. Apesar da alteração, o Brasil não reagiu e a Polônia, apresentando um consistente volume de jogo, fechou o set em 25 a 18, após um erro de saque de Sidão.

Com Dante como titular, o Brasil voltou para o set seguinte ainda com problemas no passe. Alternando entre saque forçado e saque tático, os poloneses neutralizaram as jogadas rápidas do Brasil. Entretanto, a marcha do placar seguiu acirrada. Através dos bons ataques de Bartman, a Polônio chegou a primeira parada com 8 a 7. Ambas as seleções começaram a cometer sucessivos erros de saque. Entretanto, os erros do Brasil surtiram mais efeito e a Polônia abriu 18 a 15. Na parte final do set, o Brasil até diminuiu a vantagem polonesa, mas a virada não veio. Com um bloqueio em cima de Vissotto na saída de rede, Kurek fechou o set em 25 a 21. Com dois sets vencidos, os poloneses carimbaram vaga para as Olimpíadas de 2012.

Na parcial seguinte, Murilo voltou a quadra no lugar de Giba. Contudo, os erros de recepção continuaram a marcar o jogo brasileiro. Sem dificuldades, a Polônia continuou a imprimir o seu ritmo de jogo e fez 8 a 5. Na volta a quadra, a vantagem foi para 13 a 8, mas em uma reação espetacular o Brasil virou para 14 a 13. O eficaz saque de Dante e a raça de Bruninho colocaram o Brasil de novo na partida. Com dois bloqueios seguidos, um de Bruninho e o outro de Sidão, o Brasil chegou a segunda parada com 16 a 14. O bloqueio brasileiro começou a fazer a diferença e a vantagem aumentou, 21 a 15. Apesar das entradas de Ruciak e Zagumny, nos lugares de Kurek e Zygadlo, o jogo não melhorou para Polônia. Em um erro de ataque de Ruciak, o Brasil fechou o set em 25 a 18.

O quarto set ganhou ares de tensão, com o Brasil precisando da vitória e a Polônia tentando fechar a fatura. Apesar dos erros de saque do Brasil, ambas as seleções alteraram-se na liderança do placar sem muita vantagem. Tanto na primeira quanto na segunda parada obrigatória, a vantagem era de apenas um ponto, 8 a 7 para a Polônia e 16 a 15 para o Brasil. Após a segunda parada, o Brasil abriu uma pequena frente, 19 a 16, após um ótimo ataque de Bruninho em uma recuperação de bola do Brasil. Nitidamente abalados com a recuperação brasileira, os poloneses começaram a errar no ataque. Ampliando a vantagem, o Brasil encerrou o set em 25 a 19, após um bloqueio simples de Dante em cima de Jarosz.

O quinto set foi igualmente dramático ao anterior. Equilibrados em quadra, tanto Brasil quanto Polônia converteram os seus ataques. Pelo lado brasileiro, as bolas de segurança iam para Vissotto e no lado polonês, para Kurek. Na mudança de lado, o Brasil chegou a frente do placar, 8 a 6, valendo-se de um erro de saque da Polônia. O 11º ponto do Brasil foi na base da raça. Após recuperar uma bola incrível, Murilo contra-atacou pelo meio fundo sem dar chances ao fundo de quadra polonês. Através de um saque pesado, Lucão levou o Brasil ao match point e, com um bloqueio em cima de Kurek, Murilo sacramentou a virada histórica: 15 a 12 no tie-break e 3 sets a 2.

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